Febre amarela, que mico!

A preocupação com a febre amarela e a desinformação estão levando as pessoas a cometerem  um crime: matança de macacos. Animais que não transmitem a doença e que são importantíssimos para as autoridades sanitárias.

Todos os macacos encontrados mortos no estado do Rio vão para um laboratório que é referência na investigação de doenças em animais. Só no mês de janeiro, os pesquisadores já examinaram mais de 130 macacos, um recorde de 60 anos do laboratório. Sete, em cada dez casos, são de animais mortos por pedradas, pauladas, envenenamentos e queimaduras devido à falta de informação das pessoas.

Em áreas de mata, o vírus é transmitido pelos mosquitos hemagogus e sabethes, que vivem nas copas das árvores  e preferem o sangue dos macacos. Mas quando esses animais são mortos, as fêmeas podem voar mais baixo e mais distante  para buscar o sangue humano.

Os macacos ainda são aliados no combate à doença, porque quando um deles é encontrado com essa doença  infecciosa  numa floresta ou parque, por exemplo, isso é um sinal para as autoridades, que podem isolar a área ou liberar o acesso só para quem estiver vacinado contra febre amarela.

Matar ou agredir macacos – ou qualquer animal silvestre – é crime ambiental, com pena de até um ano de prisão e multa.

 

Fonte: Globo

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