Surfe na piscina é a nova onda do campeonato mundial

Ondas com hora marcada e longe da praia foram as escolhidas para a oitava etapa do circuito mundial de surfe, realizado no último fim de semana, na Califórnia, EUA. O local do campeonato marca uma nova página no esporte. Pela primeira vez, o torneio foi disputado em uma piscina com ondas artificiais.

A piscina escolhida é um empreendimento do atleta Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial de surfe. O complexo, chamado Surf Ranch Pro, de 700 por 150 metros, foi construído em 2015. As ondas artificiais foram projetadas por um especialista em fluidos, Adam Fincham. Alternam momentos tubulares com partes mais cheias, com parede para manobras.

O fundo da piscina tem contornos e profundidades diferentes, para dar forma às ondas. Uma lâmina de metal corre pela água a 30 quilômetros por hora e cria uma onda perfeita que dura cerca de 50 segundos. É, segundo especialistas no esporte, uma revolução perto das piscinas com ondas que se espalharam pelo mundo há pelo menos 50 anos.

Em 2020, o surfe estreará na Olimpíada de Tóquio, e a produção artificial de ondas perfeitas pode ser um passo decisivo para a inclusão do surfe no programa olímpico. A piscina deve trazer uma nova dinâmica à competição, já que produzirá ondas iguais em intervalos regulares, condição muito diferente da encontrada pelos surfistas na natureza.

Nesta 8ª etapa do campeonato mundial de 2018, o brasileiro Gabriel Medina ficou em primeiro lugar. Foi a sétima vitória brasileira em oito etapas, ampliando a hegemonia do país na atual temporada, que tem Filipe Toledo na liderança.

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